Kiki Bispo defende engajamento do Estado em Salvador para conter crise social

    Secretário criticou cobrança de tarifa em restaurante popular e falta de oferta de cesta básica para população em extrema pobreza

    Foto: Divulgação / Vitor Santos / Sempre

    O secretário de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esporte e Lazer de Salvador, kiki Bispo, defendeu nesta quinta-feira (7) que o governo do Estado se engaje nas ações na capital baiana para tentar minimizar os impactos causados pela crise social que atinge o país.

    Na semana passada, o prefeito Bruno Reis afirmou ser “visível” o aumento de pessoas em situação de rua e reconheceu que a crise também “agravou” problemas na segurança pública, como o aumento da criminalidade.

    “Precisamos chamar a atenção do governo do Estado para que tenha sensibilidade e se engaje nesse movimento. Particularmente, eu nunca vi o governo da Bahia ofertar nenhuma cesta básica, nem sequer algum tipo de serviço social”, disse o chefe da Sempre, em entrevista ao Bahia.Ba.

    A prefeitura de Salvador realiza um senso para traçar a atual situação de pessoas em extrema pobreza para definir estratégias de enfrentamento da crise.

    “Salvador tem atravessado, do ponto de vista social, de forma eficaz. Já o Estado não conseguimos perceber essa mesma vocação e aptidão em querer resolver as questões sociais, a exemplo do que ocorre com o seu restaurante popular, que ainda cobra R$ 1. Falta sensibilidade por parte do governo”, reforçou o secretário, ao garantir que a capital está muito mais preparada para lidar com as atuais questões sociais.

    “As pessoas estão nas ruas, o desemprego está aí, a situação econômica é crítica, a inflação está aumentando. O momento agora é tornar viável as políticas públicas voltadas para a questão social”, defendeu.

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