Kiki minimiza saída de aliados, defende institucionalidade e cobra respeito ao regimento da CMS

    Vereador afirmou que a Câmara ‘tem ficado paralisada’ e defendeu que ‘os interesses da cidade têm que estar sobrepostos aos interesses políticos’

    Foto: Matheus Morais/Bahia.ba

    Em meio à judicialização em torno da recondução de Geraldo Júnior à Presidência da Câmara Municipal de Salvador (CMS) e à dissidência de quadros da base governista, o vereador Kiki Bispo (UB) defendeu a relação institucional e o cumprimento do regimento da casa legislativa.

    “Eu tenho pautado as minhas iniciativas, sobretudo voltado para a questão institucional. Eu tenho falado que a cidade é maior do que isso, temos que deixar as questões políticas de lado e pensar na cidade. É isso que eu tenho defendido”, declarou o ex-titular da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), ao bahia.ba, nesta terça-feira (3).

    Diante do cenário conturbado, o vereador governista que retornou à CMS para fortalecer a base do prefeito Bruno Reis (UB) afirmou ainda que a Câmara “tem ficado paralisada” e defendeu a necessidade de produzir. “Os interesses da cidade têm que estar sobrepostos aos interesses políticos”, disse Kiki, que minimizou o desembarque de aliados para o grupo do governador Rui Costa (PT).

    “A base tem agido de forma coesa, nós estamos aí em algo em torno de 30 vereadores, e nossa ideia é estender, estreitar o diálogo, estreitar a relação. A gente sabe que o presidente Geraldo Júnior optou por um caminho político diferente do nosso, daquele que a gente estava habituado, a gente respeita e entende”, disse o ex-secretário, pontuando, entretanto, que seu grupo político vai exigir duas premissas importantes: “a relação institucional e o cumprimento do regimento interno da Câmara Municipal”.