Lado governista quer acelerar; Neto prefere esperar. É o jogo da ‘janela’

    Time de Neto está adorando a embolada no lado governista

    Foto: Manu Dias/GovBA
    Foto: Manu Dias/GovBA

     

    Está aberta de hoje a 1º de abril (por mero acaso o dia da mentira), a chamada ‘janela partidária’, ou seja, período em que detentores de mandatos parlamentares estaduais e federais podem mudar de partido à vontade, sem ter que dar explicações – o que em tempos normais (fora da ‘janela’) é proibido.

    Daí, os grupos baianos que estão no topo da disputa pelo poder estadual estabeleceram estratégias distintas. O governista, com o comando do PT de Rui Costa e Jaques Wagner, quer uma definição até 15 de março. E a oposição, com ACM Neto, só vai se definir depois que vir a cara do adversário.

    Elementar. A Rui e Wagner interessa a definição logo, porque a competitividade da chapa, com o tempero de Lula lá, para arrumar melhor os aliados em tempos de janelas abertas e evitar defecções. Neto quer esperar para ver se no vai e vem da banda governista ocorre alguma implosão.

    O outro lado

    O time de Neto está adorando a embolada no lado governista, e com razão. Imaginava-se que o adversário era Jaques Wagner, com Lula abençoando ‘o Galego’, o que já não era fácil, de repente não é nada disso.

    Claro que o bolo de nós a desatar obedece a hierarquia. Primeiro, o governo, mas Neto também tem os seus. A chapa dele tem vaga de senador e uma de vice e três candidatos ostensivos, Marcelo Nilo (sem partido), Félix Mendonça Jr. (PDT) e Zé Ronaldo (ainda no União Brasil). Alguém aí vai sobrar. E também não vai gostar.