Lava Jato: ‘Patinhas’ e Mônica fecham acordo de delação premiada

    Informação foi confirmada nesta terça-feira pelo vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, e depende apenas de homologação pelo ministro Edson Fachin

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    O publicitário e jornalista João Santana fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República dentro da Operação Lava Jato. A mulher dele, Mônica Moura, também concordou em colaborar com as investigações e delatar tudo o que sabe do esquema de propina envolvendo a empreiteira Odebrecht e a Petrobras.

    De acordo com o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, que confirmou a informação durante sessão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (4), a concretização do acordo depende apenas de homologação do ministro Édson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Lava Jato na Corte.

    O casal deixou a prisão cadeia em agosto do ano passado, após ser preso na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé. Segundo as investigações, há indícios de que o publicitário tenha recebido US$ 3 milhões de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e US$ 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014. O dinheiro seria proveniente de propina de contratos na Petrobras.

    Mônica Moura e João Santana, mais conhecido como “Patinhas”, confirmaram ao juiz federal Sérgio Moro que o pagamento de US$ 4,5 milhões feito pelo engenheiro Zwi Skornick veio de caixa-dois da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010.

    Com informações do G1.