Lava Jato pede regime fechado para ex-tesoureiro do PT

    Paulo Ferreira é acusado pelo Ministério Público Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

    Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    A força-tarefa da Operação Lava Jato pediu que o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, seja condenado à prisão em regime fechado. De acordo com o Estadão, o petista é investigado em ação penal sobre propinas nas obras do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), da Petrobras, no Rio.

    Ele é o terceiro secretário financeiro do partido na mira dos investigadores do Paraná. Já foram alvos anteriormente João Vaccari Neto e Delúbio Soares.

    Ferreira foi gestor de Finanças da legenda entre 22 de outubro de 2005 e 18 de fevereiro de 2010, antes de João Vaccari. O ex-tesoureiro ficou preso entre 23 de junho de 2016 a 2 de fevereiro deste ano.

    O petista é acusado pelo Ministério Público Federal de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o ex-tesoureiro “era responsável por intermediar os recursos ilícitos oriundos das empresas cartelizadas e destinados ao PT”.

    A força-tarefa afirma que, em contrapartida à propina, “agentes do núcleo político comprometiam-se a dar a sustentação necessária à manutenção dos empregados corrompidos da Petrobras em seus cargos”.

    O contrato firmado pelo Consórcio Novo Cenpes com a estatal estava inicialmente previsto no valor de cerca de R$ 850 milhões. Depois de sucessivos aditivos, superou o montante consolidado de R$ 1 bilhão.