Leão quer a expertise portuguesa em vinhos

    "Já está provado que temos terras e condições"

    Sérgio Paranhos Filho, dono de 6.500 metros de praia no litoral de Una, deu aos portugueses do Vila Galé 500 metros bem no meio da propriedade. Por que deu? Responde João Leão, o vice-governador baiano:

    — Deu porque é inteligente. Os portugueses vão construir lá o hotel, e valoriza muito os seis mil metros que lhe restam, três mil de cada lado.

    Foi nessa empreitada com Paranhos que Leão travou conhecimento com os portugueses, que já resultou na implantação para a produção de suínos em Barra.

    Amanhã, Leão, hoje governador em exercício (Rui Costa está nos EUA), passa o cargo para o presidente da Assembleia, Nelson Leal (PP) e embarca de novo para Portugal liderando uma comitiva que inclui diretores da Miolo, a produtora de vinhos e espumantes que tem na Bahia a Vinícola Terra Nova (e três outra no Rio Grande do Sul), da Cooperativa Aurora, hoje concentrada nas terras gaúchas, a maior produtora de vinhos do Brasil, tendo como estrela o Testard.

    — Vamos atrás da expertise portuguesa em vinhos, para somar com a dos gaúchos, juntar com os baianos e implantar um novo projeto aqui. Já está provado que temos terras e condições.

    Segundo Leão, o cultivo de uvas no Vale do São Francisco está consolidado, mas também se expande para a Chapada Diamantina. Os portugueses estão interessados no filão.