Integrante da comitiva do governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante os festejos do centenário da Festa de Iemanjá, na manhã desta quinta-feira (2), no Rio Vermelho, em Salvador, o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) aproveitou a oportunidade para reverenciar a orixá e pedir “energia” para desempenhar o papel de conciliação, como líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).
“Tenho vontade de trabalhar. Eu fui dormir 1h da manhã e 5h30 já estava aqui. E quero hoje essa energia para a unidade na Assembleia, pra que a gente possa construir uma relação madura, sem aquela ideia de maioria e minoria, mas de 63 deputados e deputadas que querem o melhor pra Bahia”, declarou o parlamentar.
“Acredito que já fiz uma parte nesses últimos anos e quero continuar consolidando, com uma nova metodologia de trabalho na Assembleia”, disse o petista, apontando como tarefa de sua responsabilidade “construir a unidade” na casa legislativa.
PP na Alba
Ao comentar o retorno de parte do PP à base governista, Rosemberg afirmou que, “na realidade”, os deputados do partido “sempre estiveram” com o grupo e minimizou o rompimento com o ex-vice-governador João Leão, que passou para o grupo de ACM Neto (UB) no pleito de 2022.
“Teve esse momento aí de disputa eleitoral, alguns deles não gostariam de ter passado por essa situação, mas agora é um novo momento, consolidando uma maioria na Assembleia Legislativa pra gente conseguir votar os projetos com facilidade”, pontuou o parlamentar.
Presidência do Congresso Nacional
Questionado pelo bahia.ba sobre a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e Senado Federal, Rosemberg comemorou a vitória de Artur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e apontou a articulação do PT e partidos da base como decisivos para o resultado, assim como foi para derrotar Jair Bolsonaro e eleger Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República.
Segundo o deputado baiano, a recondução de Lira e Pacheco “sem dúvida nenhuma, vai dar a Lula uma condição de governabilidade no Congresso”. Segundo ele, diante do caráter “plural” do Legislativo, era necessário ter pessoas com experiência para conduzir os trabalhos.
“Os dois fizeram, na minha opinião, uma construção de maioria, e acho que isso vai ser bom pro governo Lula. É natural que nós precisamos fazer algumas reflexões, para que o Congresso não seja um Congresso de Bolsonaro, ms um Congresso do governo Lula”, ponderou.

