Líder do PL é alvo da PF em operação que investiga desvio de verbas

    De acordo com as investigações, assessores ligados aos dois deputados teriam movimentado milhões de reais

    Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o deputado federal Carlos Jordy (PL) estão entre os alvos da Operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (19). A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre o desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.

    Durante a operação, a PF apreendeu cerca de R$ 430 mil em espécie em um flat localizado na região central de Brasília (DF), que estaria alugado por Carlos Jordy. Segundo o parlamentar, o valor é lícito e teria origem na venda de um imóvel.

    “Aprendam uma coisa: dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência. Quem quer viver de corrupção, bota em outro lugar. Vendi um imóvel, o imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem a origem, então não tenho nada a temer”, disse Sóstenes.

    O líder do PL inclusive declarou à Justiça Eleitoral, nas eleições de 2022, possuir apenas R$ 4,9 mil em bens. Conforme a prestação de contas, o parlamentar informou ter duas contas correntes: uma com R$ 4,3 mil e outra com cerca de R$ 600.

    De acordo com as investigações, assessores ligados aos dois deputados teriam movimentado milhões de reais. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Em nota e em vídeo publicado nas redes sociais, Carlos Jordy afirmou ser vítima de perseguição política e declarou que a empresa citada na investigação é utilizada por ele desde o início do mandato.