Líder do PMDB diz que não vai ‘jogar a toalha’ para aprovar Previdência

    O parlamentar admite que os votos estão "muito aquém do desejável"

    Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    O chefe do PMDB na Câmara, Baleia Rossi, declarou ao G1, nesta quinta-feira (30), que o governo não vai “jogar a toalha” e desistir da aprovação da reforma da Previdência Social.

    Por se tratar de Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma precisa do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados para ser aprovada e enviada ao Senado. Nesse sentido, Rossi afirma que, neste momento, os votos estão “muito aquém do desejável”.

    O peemedebista admite que a situação, hoje, é difícil, mas garante que o clima começa a melhorar. “Há o início de uma pressão positiva dos prefeitos sobre os deputados, o que sempre tem um peso forte, porque eles têm influência na eleição em suas cidades”, afirmou.

    Para o parlamentar, a população começa a compreender melhor os objetivos da reforma. “Isso sempre dá um conforto para o deputado, porque, se seu eleitor passa a apoiar a reforma, ele acaba votando a favor da medida”, completou.

    Em virtude do curto prazo do governo, Baleia Rossi alerta que, em caso de o Congresso não votar a reforma da Previdência agora, no primeiro semestre de 2019 será necessária a aprovação de uma versão muito mais rígida do que a atual. “Agora temos uma reforma mais enxuta, que nos dá um fôlego para uns cinco a seis anos. Se não for aprovada, aí a conta vai subir”, diz.

    Em contrapartida, o comandante do PP, Arthur Lira (AL), acredita ser possível aprovar a medida no ano que vem, mesmo em período eleitoral. “Se a população começar a ter uma posição majoritária a favor da reforma, de sua necessidade, aí, mesmo sendo ano de eleição, os deputados terão condições de aprovar a medida no ano que vem”, frisa o progressista.