Lídice diz a Dilma que ‘teses de acusação são frágeis’; SIGA AO VIVO

    A senadora, primeira representante da bancada baiana a fazer perguntas à presidente afastada, destacou que autorização legislativa para decretos sob julgamento foi dada pelo Congresso

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) disse na sessão desta segunda-feira (29) do julgamento do impeachment, que não integrava a base do governo, mas contou que “para qualquer observador mais atento dos fatos, foi possível ver no processo o desmonte das frágeis teses da acusação”.

    “Confirmamos que não há crime de responsabilidade. A autorização legislativa aos decretos foi dada pelo Congresso. Não houve aumento de despesas. Especialistas afirmam: não houve operação de crédito no Plano Safra. A condição para condenação em um processo de impeachment exige a caracterização cabal de um crime de responsabilidade a ser imputado à presidente da República. Daí a necessidade de a acusação dizer que seu impedimento seria pelo conjunto da obra”, disse.

    Lídice falou em “golpe” e “trama contra a democracia”, além de citar a “traição” de antigos aliados. “Usa-se a crise econômica como pretexto para impor um novo programa de governo ao povo, por meio do qual direitos são suprimidos e o patrimônio é entregue”, completou.

    A senadora do PSB perguntou sobre condições para agravamento da crise política, como a eleição do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Câmara.

    Em resposta, Dilma afirmou que a contribuição de Eduardo Cunha foi “a mais danosa possível”, desde a tentativa de barrar a aprovação da Lei dos Portos, em 2014. Segundo a presidente afastada, ele não queria a aprovação “sem contemplar alguns interesses estranhos”. Em seguida, agradeceu à atuação do Senado, que aprovou o projeto. “O senador Renan Calheiros teve um papel importante”, admitiu.