Lira afirma que governo terá dificuldade para manter base aliada após fim do orçamento secreto

    Lira ainda lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em decretar o fim das verbas

    Foto: Ricardo Stuckert/PT

    O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta terça-feira (31), que o governo perdeu metade de sua capacidade de formação de uma base aliada com o fim do Orçamento Secreto. Lira ainda lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em decretar o fim das verbas, por inconstitucionalidade.

    Com o encerramento das transferências recursos, grande parte dos montantes foram transferidos para as emendas individuais de deputados, senadores e das bancadas estaduais.

    “Esse governo inicia já com metade do orçamento municipalista, na tua versão secreto, em emendas impositivas, de emendas individuais. Portanto, o governo que se inicia perdeu metade de sua mobilidade de conseguir arrumar a sua base no Congresso Nacional no que vai demandar muito mais trabalho”, afirmou, durante entrevista à GloboNews.

    O candidato à reeleição da Câmara ainda criticou a divisão de espaços em ministérios para a montagem da base aliada.

    “Essa colocação sempre de espaços político-ministeriais de primeiro e segundo escalão nunca foi o que eu defendi, não acho que é o modelo perfeito, mas é o modelo adotado pelo governo atual e a gente vai ter que se ajustar”, disse.

    Orçamento Secreto

    No final de 2022, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o orçamento secreto foi julgado inconstitucional. Por meio deles, deputados ligados à base do governo indicavam municípios e organizações para receberem recursos federais. Inicialmente, esse tipo de recurso foi apelidado de orçamento secreto porque não especificava quem eram os deputados responsáveis pelas indicações.