Publicado em 12/11/2019 às 15h51.

Lorena se manifesta sobre vazamento de áudio e nega intenção de derrubar vetos

“Quem ouve um quinto de uma conversa pode interpretar a fala como bem entender, mas patrocinar falácia contra meu trabalho passa de dor de cotovelo a prática criminosa”, disse vereadora

Chayenne Guerreiro / Rodrigo Aguiar
Foto: Roberto Viana/ Ag. Haack/ bahia.ba
Foto: Roberto Viana/ Ag. Haack/ bahia.ba

 

A vereadora Lorena Brandão (PSC) se manifestou nesta terça-feira (12), no plenário da Câmara de Salvador, sobre o vazamento do áudio que causou mal-estar com colegas, na última semana.

Na ocasião do vazamento do áudio, estavam na pauta de votação da Casa vetos da prefeitura ao projeto de regulamentação dos aplicativos de transporte.

Em mensagem enviada a Átila Santana, presidente do sindicato da categoria, a vereadora orienta: “Vá para cima, meu filho. Tem que juntar força. Se lembre o que a Bíblia diz: casa dividida não prospera. Essa é a hora de união”.

Relatora do projeto na Câmara, Lorena diz ainda, no áudio, que foi avisada pelo líder do governo, Paulo Magalhães (PV), da possibilidade de votação antes que ela retornasse de uma viagem a Israel.

Em discurso nesta terça, a vereadora negou intenção de derrubar os vetos. “Quem ouve um quinto de uma conversa pode interpretar a fala como bem entender, mas patrocinar falácia contra meu trabalho passa de dor de cotovelo a prática criminosa”, afirmou.

Lorena disse que pretendia comparecer à sessão da última quarta-feira (6) e que não o fez somente por motivo de saúde.

“Chegaria direto para a sessão se não estivesse queimando de febre durante todo o percurso da viagem, e não tivesse condições físicas de fazê-lo. Era isso que eu estava acordando com o meu líder. Eu queria estar aqui, para não somente votar, como explicar tecnicamente”, declarou.

Pela importância do tema, prosseguiu a vereadora, o presidente da Câmara, Geraldo Jr. (SD), “nunca alijaria nenhuma dessas partes desse processo, nem eu, que estava tão longe”.

Ao final do pronunciamento, Lorena pediu que a Câmara aprove mais um projeto para livrar os motoristas de aplicativos do pagamento da fiscalização.

O dispositivo, aprovado pelo Legislativo municipal, foi vetado pela prefeitura por uma questão tributária, conforme a vereadora.

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