Lourena Cid usou Apex para negociar venda ilegal de joias sauditas, aponta investigação

    General foi nomeado por Bolsonaro como chefe do escritório brasileiro do órgão em Miami, nos Estados Unidos

    Foto: Alesp

    O pai do tenente-coronel Mauro Cid, o general Mauro Lourena Cid, usou a estrutura da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Miami, para negociar a venda ilegal das joias por assessores de Jair Bolsonaro (PL). 

    A investigação interna da Apex foi finalizada nesta sexta-feira (12). A sindicância foi aberta pelo órgão após Lourena Cid prestar depoimento à Polícia Federal (PF) no inquérito das joias sauditas. 

    O general foi nomeado como chefe do escritório brasileiro da Apex, em Miami, nos Estados Unidos, por Bolsonaro. O militar ficou no posto até o fim do governo. 

    Segundo a investigação interna, a estrutura da Apex foi usada por Lourena Cid na operação para recomprar as joias sauditas, durante e após a gestão do militar.

    Em depoimento à PF, Lourena Cid afirmou ter entregue a Jair Bolsonaro US$ 68 mil arrecadados com a venda dos itens sauditas. Ele foi indiciado por lavagem de dinheiro e associação criminosa.