Loyola evita antecipar saída de Coronel da base de Jerônimo

    O titular da Serin afirmou que Governo aguarda posição oficial do senador e do partido

    Foto: Raquel Franco / Bahia.ba

    O secretário de Relações Institucionais do Estado da Bahia, Adolpho Loyola (PT), pregou cautela ao comentar sobre a saída do senador Angelo Coronel do PSD. O parlamentar anunciou a saída do partido no último sábado (31), mas, de acordo com o secretário, não oficializou a saída da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT). As declarações foram dadas em conversa com a imprensa na Festa de Iemanjá, no bairro do Rio Vermelho nesta segunda-feira (2).

    “Nós estamos aguardando. Pelo que a gente sabe é que ele estaria de saída do PSD, mas não oficializou a saída da base do governo. Tanto ele como o deputado estadual Ângelo Filho e o deputado federal Diego. Nós estamos aguardando também um posicionamento oficial do PSD, que é o partido que ele faz parte”, disse o secretário. 

    “A gente fez uma conversa com o senador Otto Alencar, que é o presidente do partido. E aí nós vamos aguardar. Nós não estamos fazendo antecipação de nada, nem de tirá-lo da base. Ele é um companheiro que marchou conosco. A gente só está organizando isso. Depois disso, nós vamos conversar com os partidos da base”, emendou. 

    Desde que anunciou a saída do PSD, Coronel vem sendo especulado em partidos da oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues, como o União Brasil. Loyola ainda minimizou a possibilidade de o senador integrar o grupo oposicionista. 

    “Nós não estamos preocupados com o time adversário, nós queremos o senador aqui conosco. Se  ele achar que não é viável, paciência é da vida política, nós vamos continuar trabalhando e organizando o nosso time”, avaliou. 

    “Nós temos um compromisso com a Bahia e com os partidos da base, não só com pessoas físicas, um ou outro candidato que seja. Todos esses partidos definem essa nossa chapa que vai entrar para à eleição esse ano”, emendou. 

    Caso a saída de Coronel seja confirmada, o titular da Serin confirmou que é natural que aliados do senador deixem os cargos que ocupam no governo da Bahia. 

    “Vai depender do que ele decidir. Se ele decidir ir para a oposição, não faz sentido as pessoas estarem no governo. Acredito que eles devam entregar, mas vamos aguardar. A gente não está com muita pressa, não. A gente quer, com serenidade, com conversa, com diálogo, a gente sentar com os partidos e decidir a melhor chave”, disse.