Lula aposta em estratégia social para atrair voto evangélico

    A aproximação com os evangélicos deverá ocorrer fora dos templos religiosos

    Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

    A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico sem entrar diretamente na disputa de pautas ideológicas com o bolsonarismo. A estratégia é concentrar a abordagem em ações dos campos social e econômico. A informação é da coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

    Segundo aliados do presidente, a campanha deve apresentar aos evangélicos medidas adotadas durante o terceiro mandato voltadas à proteção das famílias. A equipe também pretende destacar resultados econômicos do governo, como a queda da taxa de desemprego.

    Entre os temas que devem ser usados para aproximar Lula desse eleitorado está o fim da escala 6×1. O PT defende a redução da jornada de trabalho e pretende enfatizar os efeitos da mudança para as mulheres, principalmente pela possibilidade de ampliar o tempo dedicado à família.

    Campanha quer manter igrejas fora da disputa eleitoral

    A aproximação com os evangélicos deverá ocorrer fora dos templos religiosos. Gutierres Barbosa, coordenador nacional do Setorial Inter-religioso do PT, afirmou à coluna que a orientação é evitar a entrada do debate político-eleitoral nas igrejas.

    “As igrejas são espaços sagrados, onde a política não pode entrar e devemos respeitar. O presidente Lula tem essa preocupação de manter o debate fora das igrejas”, disse Barbosa.

    Como parte da estratégia, a campanha lançou na segunda-feira (24) o comitê popular Evangélicas e Evangélicos com Lula. O grupo reúne integrantes do PT e de partidos aliados, além de movimentos sociais, organizações e lideranças religiosas, para discutir propostas e temas relacionados ao país.