Lula cobra Flávio sobre dinheiro para filme de Bolsonaro

    Lula cobrou Flávio Bolsonaro por R$ 130 milhões atribuídos a Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

    Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil e Jefferson Rudy/Agência Senado

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, cobrou explicações do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre recursos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Durante entrevista ao podcast “Desce a Letra Show” , concedida nesta quarta-feira (16), Lula questionou o destino dos valores que, segundo ele, teriam sido negociados entre Flávio e Vorcaro.

    “Eu que fui preso por essa Suprema Corte e fui preso por 580 dias. É muito engraçado isso. O que ele (Flávio Bolsonaro) tem que explicar é cadê os R$ 130 milhões que ele pegou do Vorcaro”, disse Lula.

    Uma reportagem do site The Intercept Brasil diz que Flávio teria pedido R$ 134 milhões ao banqueiro para custear a produção. O senador nega irregularidades.

    Lula defende Moraes e critica Flávio

    O presidente também afirmou que as críticas de Flávio Bolsonaro ao ministro Alexandre de Moraes não seriam motivadas pelo caso Banco Master, mas pela atuação do magistrado nos processos envolvendo Jair Bolsonaro e os atos de 8 de janeiro.

    “A raiva dele do Alexandre de Moraes é porque ele mandou prender o cara que matou a Marielle. A bronca dele é que o Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro”, disse Lula.

    Apesar de defender Moraes, o presidente afirmou que eventuais irregularidades cometidas por qualquer autoridade devem ser investigadas e julgadas, com direito à defesa.

    “Todo mundo que cometeu erro em qualquer área tem que ser julgado. Isso vale para mim, para Alexandre de Moraes, vale para o Fachin”, declarou.

    Lula também destacou a atuação de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022 e afirmou que o ministro prestou serviços à democracia ao defender a credibilidade das urnas eletrônicas.