Lula dá palpite sobre a Seleção Brasileira e sugere nova metodologia para convocação
Segundo o presidente, há falhas estruturais no futebol nacional, que, para ele, vão além da figura do técnico

À jornalistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (13), que o principal problema da seleção brasileira de futebol, que será comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, é a qualidade técnica do elenco.
A declaração do brasileiro aconteceu durante sua participação no Fórum China-Celac, em Pequim. “O problema do Brasil: estamos numa entressafra de jogadores que não é igual à que já tivemos. Se você comparar com 58, com 62, com 70, com 76, com 82, com 86, com 2002, com 2006, essa safra é mais frágil do que aquelas, do ponto de vista técnico. É só lembrar do nosso ataque em 2002 e 2006 para ver que estamos longe daquilo”, disse Lula.
Segundo o presidente, há falhas estruturais no futebol nacional, que, para ele, vão além da figura do técnico. “Nosso problema talvez seja mais estrutural, organizacional. Acho difícil juntar jogadores 15 dias antes de um jogo, o treinador ter dois dias para escalar o time e acreditar que vai vencer quando todo mundo se prepara melhor. Era preciso ter mais tempo para convocar”, declarou.
O petista revelou que sugeriu ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, uma nova metodologia para as convocações. Para Lula, os convocados seriam 22 jogadores mais eficientes ao final do Campeonato Brasileiro, com base no desempenho individual. “Acho que seria melhor ou igual à convocação atual”, justificou o presidente.
A CBF confirmou a contratação de Ancelotti na segunda-feira (12). O atual técnico do Real Madrid confirmou nesta terça (13) que assumirá o comando da seleção em 2026.
Confira a fala de Lula na íntegra:
“Veja, se a gente for analisar a biografia do Ancelotti, ele é um grande técnico. Foi um grande jogador, bom técnico. Agora, o problema do Brasil… Eu acho que nós estamos numa entressafra de jogadores que não é igual a que nós já tivemos. Se você comparasse a nossa safra com 58, com 62, com 70, com 76, com 82, com 86, com 2002, com 2006, essa safra é mais frágil do que aquela do ponto de vista de jogador.
É só lembrar o nosso ataque em 2002 e 2006 para você ver que nós estamos longe daquilo. Agora eu espero que como ele é um cidadão estrategicamente bem preparado, taticamente muito bem preparado, que ele consiga ajudar a seleção brasileira. Primeiro tem que classificar para a Copa do Mundo e depois, se puder, ganha a Copa do Mundo.
Veja, eu sinceramente não tenho nada contra ser um estrangeiro. Não tenho nada.
Afinal de contas, tem muito estrangeiro, tem muito brasileiro jogando no estrangeiro, tem técnico brasileiro no estrangeiro. O que eu acho é que nós temos técnico no Brasil que poderia dirigir a seleção. O nosso problema, talvez seja um problema mais estrutural de organizacional, sabe? Para que a gente possa ter uma boa seleção. Eu acho muito difícil você ficar juntando jogador, 15 dias antes de um jogo, treinar 2 dias, já escalar o time, achar que vai ganhar, quando todo mundo se prepara muito.
Eu acho que era preciso ter mais tempo para convocar. Eu na verdade já disse ao presidente da CBF: ‘Eu gostaria de fazer uma experiência convocando os melhores jogadores que terminam o Campeonato Brasileiro’. Terminou o Brasileiro, vamos fazer uma seleção dos 22 melhores jogadores e vamos fazer uma seleção com eles para ver o que que dá. Eu acho que seria igual ou melhor.”
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