Lula dispensa 40 militares que atuavam no Palácio do Planalto

    Entre os desligados, que atuavam na parte administração e na segurança, está Marcelo Ustra, parente do torturador Brilhante Ustra

    Foto: Ricardo Stuckert / PR

    A presidência da República dispensou 40 militares que atuavam em funções administrativas e de segurança no Palácio da Alvorada e no Palácio do Planalto. O grupo desligado é formado por membros do Exército, Marinha e Aeronáutica de baixa patente. Estes militares permanecem nas Forças Armadas, mas sem a gratificação pela função que exerciam na cúpula do Executivo.

    A substituição segue a demonstrações do presidente Lula de desconfiança com relação a atuação de militares na invasão do Palácio do Planalto, em 8 de janeiro. O petista lembrou que a porta de entrada não foi arrombada, mas provavelmente aberta por alguém.

    Outro foco de tensão neste início de governo, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também foi alvo de desligamento. A pasta dispensou três militares do cargo de assessor técnico militar na Coordenação-Geral de Operações de Segurança Presidencial. Um dos demitidos foi o tenente-coronel do Exército Marcelo Ustra da Silva Soares, primo do torturador da época do regime militar (1964-1985) Carlos Alberto Brilhante Ustra.

    Marcelo Ustra foi designado para acompanhar o então presidente Jair Bolsonaro para Orlando (EUA). Bolsonaro segue na Flórida, mas como ex-presidente mantém o direito de nomear alguns assessores e seguranças. Fonte: G1