Lula diz que ‘não quer Forças Armadas nas favelas brigando com bandido’

    Após crise de segurança pública do Rio de Janeiro, o presidente afirma que não irá enviar Forças Armadas para intervir

    Foto: Reprodução/Redes Sociais_Vídeo (@lulaofocial)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira (27) que não enviará as Forças Armadas para intervir na crise de segurança pública do Rio de Janeiro. Segundo ele, enquanto ocupar o Palácio do Planalto, não haverá decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), segundo informações publicadas pelo jornal o Estado de São Paulo.

    “Eu não quero as Forças Armadas nas favelas brigando com bandido. Não é esse o papel das Forças Armadas e enquanto eu for presidente não tem GLO. Eu fui eleito para governar esse país e vou governar”, afirmou Lula em café com jornalistas.

    A GLO é uma operação conduzida pelas Forças Armadas por um período definido, em que os militares agem em uma área restrita. No caso de uma intervenção no Rio, eles assumiriam o comando as ações de segurança no Estado.

    O petista ainda criticou a intervenção militar realizada durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). De acordo com o ele, o apoio federal deve ocorrer por meio de inteligência com o apoio de agentes da Força Nacional e da Polícia Federal (PF). “Gastou-se uma fortuna com o exército no Rio de Janeiro e não se resolveu nada. Quando você faz uma intervenção abrupta os bandidos tiram férias e quando termina eles voltam”, reiterou.

    Lula, por outro lado, afagou as tropas ao dizer que o País não pode julgar os militares pelo ocorrido no dia 8 de janeiro. Ele disse ainda querer recuperar a credibilidade das instituições.