Lula e Alckmin, um namoro que tem tudo para dar em casamento

    Lula faz um afago à direita, como fez quando botou José de Alencar, um empresário, como vice

    Lula e Alckmin em primeiro encontro público | Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação
    Lula e Alckmin em primeiro encontro público | Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação

     

    Eis que no jogo político não é lá tão raro ver velhos amigos se transformando em novos inimigos e velhos e inimigos ombreados lado a lado no mesmo palanque. Num caso e noutro, a conjuntura determina a legitimação ou não.

    No caso de Lula e Geraldo Alckmin, por exemplo, se fosse no tempo em que o PT polarizava com os tucanos do PSDB a disputa pelo poder federal, seria traição. Hoje, Lula está aí, e os tucanos perderam o protagonismo com a entrada de Bolsonaro em cena.

    As considerações aí tentam atender à pergunta do leito Aníbal Lemos, do Itaigara: Alckmin e Lula podem dar um bom casamento?

    No jantar

    Rui Costa, que estava presente domingo ao jantar com Lula e Alckmin (sinal de que ele é figura de proa no processo petista), saiu dizendo: ‘A reconstrução do Brasil é tarefa para muitos’. Traduzindo: seja bem vindo, Alckmin.

    Por que? No caso em apreço, São Paulo, onde o PT nasceu, também é o estado mais forte do país e onde ele tem o maior foco de resistência, até porque nos governos de Lula e Dilma, os votos jorravam do Nordeste, mas o governo era paulista.

    E também Lula faz um afago à direita, como fez quando botou José de Alencar, um empresário, como vice.

    Lula derrotou José Serra em 2002, e o próprio Alckmin em 2006; Dilma derrotou Serra em 2010 e Aécio em 2014. A polarização entre petistas e tucanos acabou aí. Hoje, quem manda no partido é João oDória. E boa parte não o engole.