Lula ou Flávio? Pesquisa mede impacto da crise do Caso Master

    Para 43,8%, aliados de Bolsonaro estão mais envolvidos no esquema do Banco Master; 43,4% apontam aliados de Lula

    flavio bolsonaro e lula
    Foto: Geraldo Magela e Marcos Oliveira/Ag. Brasil

    A crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é considerada mais prejudicial à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do que ao senador Flávio Bolsonaro (PL). É o que diz a nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23).

    De acordo com o levantamento, 52,3% dos entrevistados acreditam que o Caso Master tem um impacto maior contra a candidatura de Lula, contra  20,8% do que avaliam que o escândalo afeta mais Flávio. 

    A pesquisa mostra ainda que 15,5% avaliam que a crise prejudica os dois candidatos igualmente, enquanto 7,5% entendem que nenhum dos dois é afetado. Outros 3,9% não souberam responder.

    A pergunta mede a percepção dos entrevistados sobre os possíveis efeitos eleitorais da crise no STF. A pesquisa foi realizada entre 17 e 22 de setembro, após a sessão da Corte de 15 de setembro, marcada por divergências entre ministros durante a análise sobre a abertura de uma investigação relacionada às relações do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

    Aliados de Lula e Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados

    O levantamento também perguntou qual grupo político estaria mais envolvido no esquema de fraudes financeiras investigado no caso Banco Master. Para 43,8% dos entrevistados, os principais envolvidos seriam aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 43,4% apontaram aliados de Lula. 

    A diferença de 0,4 ponto percentual está dentro da margem de erro de um ponto percentual da pesquisa, configurando empate técnico entre os dois grupos.

    Na rodada anterior, divulgada em 17 de setembro, 41,2% haviam apontado os aliados de Bolsonaro, enquanto 40,2% citaram os aliados de Lula.

    A parcela dos entrevistados que considera todos os grupos políticos igualmente envolvidos caiu de 13,8% para 10,6%. Já os que apontam principalmente o Centrão recuaram de 3,4% para 1,6%. Outros 0,6% não souberam responder.

    Pesquisa

    O instituto entrevistou 5.015 pessoas entre 17 e 22 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026.