Lulinha, Eduardo e santos do pau oco de modo geral

    O melhor é não por a mão no fogo. O risco de virar churrasco é respeitável

    O leitor Waldermar Etevaldo Santos Filhos sugere-nos comentar sobre a honorabilidade de Lulinha e Eduardo Bolsonaro, talvez por termos dito que se fosse Lula a indicar o filho para a embaixada do Brasil nos EUA, Bolsonaro jamais indicaria o filho.

    Pois vamos lá. Luis Cláudio, ou Lulinha, o filho de Lula, sempre foi acusado de tráfico de influência. Em março último, a PF o indiciou por lavagem de dinheiro e tráfico de influência. A partir de delações da Odebrecht, se diz que a empresa Touchdown, de marketing esportivo, recebeu R$ 10 milhões ao longo dos anos com um capital de apenas R$ 1 mil.

    Familícia

    De Eduardo especificamente se diz que ele ampliou os bens em 432% de 2014 para cá. Do irmão, Flávio, deputado estadual no Rio, apontam supostas ligações com milícias. E que Eduardo avisou aos que não se alinharem com o pai que serão alvos das redes, batizadas pelos adversários de ‘milícias virtuais’, daí porque passaram a chamar os Bolsonaro de familícia.

    O fato é que a política, da forma como a vivenciamos, virou aquele jogo de botar deuses e diabos na mesma panela. Quem é do meu lado mergulha na pia batismal e sai santo, quem é contra, é o diabo, e a recíproca é verdadeira. É o discurso que se impõe de cabo a rabo. Todos falam em nome da moralidade, mas na real, apenas querendo tomar o lugar do adversário que vira inimigo.

    Daí, meu caro, o melhor é não por a mão no fogo. O risco de virar churrasco é respeitável.