Maioria dos 39 deputados federais baianos começa 2019 sem rumo certo

    Pelo menos 15 ainda estão na expectativa de ver como Jair Bolsonaro vem para saber como eles vão ficar

    Frase da vez

    “O futuro é incerto e o fim está sempre perto”

    Jim Morrison, cantor e poeta norte-americano (1943-1971)

    Foto: Reprodução/ Twitter/ Arquivo Pessoal
    Foto: Reprodução/ Twitter/ Arquivo Pessoal

     

    O ano 2019 vai começar com muita expectativa para grande parte dos 39 deputados federais baianos (14 deles, estreantes em Brasília). Pelo menos 15 ainda estão na expectativa de ver como Jair Bolsonaro vem para saber como eles vão ficar. Entre os demais, 12 já se declaram francamente a favor do governo, e 11 francamente contra.

    Já é um cenário diferente das urnas. Entre os eleitos que o TRE diplomou, os partidos ostensivamente aliados de Rui Costa elegeram 27 deputados, os opositores, 10, e dois correram mais em carreira solo (Dayane Pimentel, do PSL, e Abílio Santana, do PHS). Mas é bem provável que Bolsonaro conquiste a maioria em pouco tempo.

    Lá e cá

    Entre os que esperam para ver, estão os 38 federais do PP, que tem 37 federais, e na Bahia, onde é presidido pelo vice-governador João Leão, quatro. E aí eles próprios admitem que há uma pendenga: Bolsonaro foi filiado ao partido por 16 anos (quatro mandatos), queria ser candidato a presidente pela legenda e foi recusado.

    Cacá Leão diz que ele “ganhou pela internet, mas vai ter que governar com o Congresso”. Ou seja, vai ter que conversar. O PSD do senador Otto Alencar, que tem 34 federais, dos quais, quatro baianos, idem, idem. Está na espera.

    Otto Filho diz que o cenário é propício para analisar projetos com calma. E nas pautas bomba, como a reforma da Previdência. É aí que o jogo começa.