‘Malvadeza’, diz Marta sobre manutenção de veto de Bruno a acréscimo salarial de servidores

    ‘Como é que desconta, recolhe e depois não quer pagar para os servidores?’, questionou a vereadora

    Foto: Adriano Villela / bahia.ba

    Vice-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Marta Rodrigues (PT) classificou como “malvadeza” a manutenção do veto do prefeito Bruno Reis (UB) na casa do projeto de lei que estabelece o Acréscimo Salarial (AS) aos servidores do Legislativo.

    “Foi muito doloroso pra gente ver trabalhador tendo seus direitos conquistados sendo retirados. Direito a gente não retroage, a gente avança. Foi muito vergonhoso pra gente, foi uma malvadeza o que fizeram com os trabalhadores da Câmara”, declarou a edil em entrevista ao bahia.ba, nesta quinta-feira (16).

    Marta apontou ainda estranheza ao lembrar que o PL havia sido aprovado na legislatura anterior. “Foi unanimidade, os 43 vereadores botaram sua digital lá, concordando. Então, como é que você concorda em um projeto que é dos servidores e depois você vai e mantém o veto do prefeito?”, questionou. “Nesse percurso que saiu da Câmara e foi pro Palácio Thomé de Souza, o que mudou?”, pontuou, acusando ainda “total descompromisso da prefeitura”.

    Ao criticar Bruno Reis, ela o instou a apresentar uma contraproposta aos servidores e afirmou que a oposição está à disposição para discutir uma solução para o caso. “Se o prefeito tem dificuldade – foi o que fizemos a proposta -, chama uma comissão com os servidores, com os vereadores, com o presidente da casa, com quem quiser, mas a gente quer que resolva”, declarou.

    “Todo o mês desconta dos servidores, então já é um direito adquirido. Como é que desconta, recolhe e depois não quer pagar para os servidores?”, indagou a vereadora, que também defende a convocação do comando do Fumpres para prestar esclarecimentos sobre o tema.