Manchinha, a cadela, e as crianças esquecidas

    O foco tem vários pesos e várias medidas

    Coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca-BA), Waldemar Oliveira, o Vavá, se diz intrigado com um fato: a intensa repercussão da morte, por agressão, da cadela Manchinha, dia 11, em Osasco, São Paulo, tão forte que vai ganhar um memorial em Fortaleza:

    — Com todo respeito aos animais, sou veterinário de formação, mas não dá para entender um comportamento desse numa sociedade que se cala diante de centenas de crianças, vítimas de crimes absurdos. No dia 14 de agosto, por exemplo, aconteceu o julgamento do pai de uma criança de dois anos que foi estuprada e morta pelo pai. Lá só estavam os familiares e nós, do Cedeca. Dá para entender?

    Dá. O foco tem vários pesos e várias medidas.