Mansur acusa PGR de favorecer ACM Neto em caso Master

    Candidato critica decisão de Fachin e questiona atuação do Judiciário nas investigações que envolvem o Banco Master

    Foto: Gabriela Encinas / bahia.ba

    O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur, da Federação PSOL-Rede, criticou nesta sexta-feira (4) a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, de retirar acusações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes contra o colega André Mendonça. Mansur afirmou também que existe um suposto favorecimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao candidato a Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).

    Para Mansur, a medida de Fachin representa um problema para a atuação do Judiciário e levanta questionamentos sobre a condução das investigações. “É um desserviço à nação e que a gente deve repudiar. A Justiça é o último refúgio que nós temos na República quando tudo dá errado. Agora, quando a Justiça também dá errado, a República cai”, disse.

    Candidato diz confiar no judiciário e aponta suposto favorecimento da PGR a ACM Neto

    “Nós continuamos confiando nos agentes jurídicos, homens e mulheres, que honram as suas togas e os juramentos que fizeram. A Justiça deve ser democrática e não seletiva”, afirmou Mansur.

    Na avaliação do candidato, existe um suposto favorecimento de André Mendonça e também da PGR a ACM Neto, além do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. A crítica está relacionada às investigações sobre o caso Banco Master e à nomes que surgiram conforme o Master e Vorcaro são investigados, como o senador Jaques Wagner (PT), o candidato ao senado João Roma (PL) e Neto.

    Mansur também afirmou que, no caso de ACM Neto, o relatório teria apontado que a ausência de envolvimento do político nas investigações poderia produzir efeitos sobre a disputa eleitoral na Bahia. Para o candidato, a atuação de setores do Judiciário, conforme sua avaliação, poderia resultar em uma espécie de proteção política a agentes públicos.

    “Ter um candidato que é apontado como beneficiário de um seletivismo jurídico é muito ruim. Imagina essas figuras à frente de um estado do tamanho da Bahia? Iríamos voltar à época do Toinho Malvadeza numa versão 2.0”, afirmou.