Mansur cobra devolução de R$ 3,6 milhões e investigação contra Neto

    O candidato do PSOL se colocou à disposição para intermediar o processo de ressarcimento do valor

    Foto: Divulgação

    O candidato ao Governo da Bahia pela Federação PSOL/Rede, Ronaldo Mansur (PSOL), comentou as recentes informações sobre a relação entre o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em declaração, o postulante psolista afirmou que o vínculo financeiro entre as partes é incontestável e defendeu que os valores recebidos por meio de prestação de serviços sejam restituídos à União.

    Mansur argumentou que a origem dos recursos da instituição financeira compromete o montante recebido pelo adversário político.

    “É inegável que o candidato Antônio Carlos Magalhães teve relação com o Daniel Vorcaro, tanto que prestou serviços, segundo o mesmo, e recebeu R$ 3.600.000,00. Eu, se estivesse nesse lugar muito desconfortável que o candidato se encontra, após ter tido conhecimento que o banco foi responsável pelo desvio, pelo roubo de bilhões do povo brasileiro, eu teria devolvido esse dinheiro aos cofres públicos”, declarou.

    O candidato do PSOL se colocou à disposição para intermediar o processo de ressarcimento do valor. “E se o candidato quiser, eu encaminho uma GRU para ele fazer essa devolução, porque trata-se de um dinheiro fruto de desvio, ao qual o banco o pagou pela prestação de serviço, segundo o mesmo”.

    Mansur cobra apuração

    Sobre os relatos de uma proposta de colaboração premiada do ex-banqueiro, Mansur defendeu a apuração rigorosa dos fatos pelas autoridades competentes, sem emitir juízo definitivo prévio.

    “Sobre supostos vazamentos, aí eu não tenho como arbitrar o que o candidato diz. O fato é que há uma denúncia e essa denúncia ela deve ser investigada. Não fazendo juízo de valor algum, mas se há uma denúncia, ela deve ser investigada”, disse.

    Ao concluir sua análise, o representante do PSOL/Rede reforçou a necessidade de esclarecer a veracidade e o teor das revelações. “É preciso investigar. Existe mesmo essa delação? Se existe, o candidato tem que explicar”, pontuou.