Mansur crítica pesquisa e destaca crescimento nas intenções de voto

    Candidato do PSOL compara desempenho atual com cenário de 2022

    Foto: Gabriela Encinas / bahia.ba

    O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur, da Federação PSOL-Rede, comentou a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (3). O levantamento aponta Mansur com 1,1% das intenções de voto, resultado que o candidato considera positivo diante das dificuldades estruturais enfrentadas por sua campanha.

    Ao avaliar o levantamento, Mansur questionou a forma como pesquisas são contratadas e afirmou que os responsáveis pelos estudos podem escolher quais nomes aparecem entre os candidatos apresentados aos eleitores e deixar de lado alguns candidatos, que poderiam inclusive colocar “judas” no levamentamento.

    “Quem contrata pesquisa no período pré eleitoral, pode colocar até Judas, disputando as eleições e omitir qualquer outro nome e é um desserviço à democracia, mas que setores ignoram, mas continuamos e continuaremos na disputa”, declarou.

    Comparação de intenção de voto entre 2026 e 2022

    Questionado pelo bahia.ba sobre a comparação com o período equivalente das eleições de 2022, quando Kleber Rosa disputou o Governo da Bahia e Mansur integrou a chapa como candidato a vice-governador, o candidato destacou a diferença entre os desempenhos.

    Segundo ele, naquele momento Kleber registrava menos de 1% nas pesquisas, enquanto agora Mansur aparece com 1,1% das intenções de voto. “No mesmo período de 2022, Kleber, já pontuava menos de 1% pelos dados históricos de pesquisas”, disse Mansur.

    Na realidade na pesquisa feita pela Atlas em setembro de 2022, o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparecia na liderança, com 47,7% dos votos válidos, seguido por ACM Neto (União Brasil), com 40,9%. João Roma (PL) ocupava a terceira posição, com 9,1%, enquanto Kleber Rosa (PSOL) registrava 2% e Giovani Damico (PCB), 0,2%.

    Mansur destaca limitação de estrutura entre ele, Jerônimo e ACM Neto

    Mansur também ressaltou as limitações de estrutura enfrentadas pela candidatura. “Em 2022 não tínhamos estrutura, 2026 também não, temos a nossa turma, espalhada pelo Estado”, disse.

    O candidato também afirmou que o volume de recursos movimentado pelas campanhas influencia a presença dos concorrentes nas ruas e nos meios de comunicação. Na avaliação dele, a ausência de seu nome em levantamentos anteriores contribuiu para reduzir o conhecimento do eleitorado sobre sua candidatura.

    É uma eleição de muita grana envolvida no processo eleitoral, cuja grana se faz presente diariamente nas ruas e na comunicação. Se você tem um candidato ao Governo cujo nome foi omitido em todas as pesquisas até o mês seis, acaba que contribuindo para que o eleitor não tenha conhecimento do nosso nome”, afirmou Mansur.

    Com o início do último mês antes das eleições, Mansur disse que a campanha continua na corrida pelo Palácio de Ondina. O candidato seguirá realizando atividades pelo estado durante o período de contagem regressiva para o pleito que entra nesta semana no último mês antes das eleições.