Mansur exige punição a Diego Castro após confusão na UFBA

    Representação protocolada por Hilton Coelho pede a cassação do deputado do PL

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    O candidato ao Governo da Bahia Ronaldo Mansur (PSOL) se manifestou sobre o episódio de violência promovido na Faculdade de Comunicação (FACOM) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), nesta quinta-feira (20), pelo deputado estadual bolsonarista Diego Castro (PL).

    O postulante ao Palácio de Ondina da Federação PSOL/REDE não apenas repudiou, como também pediu punição exemplar ao parlamentar pela sua atitude, classificada pelo psolista como “inconsequente e extremamente ameaçadora contra a comunidade acadêmica”.

    “É surreal em pleno século XXI termos síndromes de capitães do mato dentro de uma universidade pública. Para fazer vídeos, o deputado invadiu a UFBA e não hesitou em intimidar e agredir os estudantes com os seus capangas. É preciso que a ALBA puna esse deputado que representa apenas a ele mesmo e não o povo da Bahia”, cobrou Mansur.

    PSOL pede cassação de Diego Castro

    O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) protocolou, nesta quinta-feira (20), uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) solicitando a cassação do mandato do deputado Diego Castro (PL). O pedido tem como base o episódio ocorrido na Faculdade de Comunicação da UFBA.

    Segundo o documento apresentado por Hilton, Diego Castro teria ido ao local acompanhado de integrantes de sua equipe de segurança e participado de uma ação que teria envolvido intimidação e agressões contra estudantes e membros da comunidade acadêmica.

    Confusão a UFBA

    Diego Castro provocou uma confusão com alunos e docentes da UFBA no final da manhã de quinta. Após receber supostas denúncias de depredação, o bolsonarista foi ao local com membros da sua equipe.

    Em depoimento, o parlamentar afirmou que invadiu unidade para retirar colagens de adesivos do governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas foi surpreendido pela movimentação dos estudantes.

    Castro se defendeu alegando que houve tentativa de agressão física contra ele. Durante a confusão, um aluno foi agredido por funcionários do deputado.