O candidato ao Governo da Bahia pela Federação PSOL-Rede, Ronaldo Mansur, apresenta em seu programa de governo entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma série de medidas voltadas ao combate ao desemprego no estado. “Entendemos que nao é aceitável que o estado que mais produz riqueza no Nordeste seja também um dos que mais produz desemprego”, declarou Mansur ao bahia.ba.
As propostas ganham destaque após a divulgação, na última sexta-feira (14), de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta a Bahia com uma das maiores taxas de desocupação do país no segundo trimestre de 2026.
O primeiro lugar é liderado pelo Amapá com 9,8%, já a Bahia fica em segundo com 9,1%, índice acima da média nacional, que é 5,4%. Entre as medidas defendidas por Mansur está a utilização dos orçamentos públicos para estimular a geração de empregos locais. O documento considera “urgente” o enfrentamento do analfabetismo e do trabalho escravo, além do fortalecimento dos órgãos responsáveis pela fiscalização das legislações social, sanitária, ambiental e trabalhista.
“Para nós isso não é mera fatalidade, é resultado de um modelo que entrega nosso orçamento para grandes empresas de fora que lucram aqui e levam o dinheiro embora, deixando nosso povo com o subemprego e a informalidade”, disse o candidato atribuindo parcela da culpa ao empresariado.
Programa tem foco nos jovens e nas pessoas LGBTQIAPN+
O programa também apresenta propostas direcionadas à população jovem, com ampliação do acesso à educação, cultura e tecnologia. Mansur classifica o desemprego como uma questão ‘estrutural’ e inclui entre as diretrizes ações voltadas à inserção de pessoas LGBTQIAPN+ no mercado de trabalho, que segundo o candidato, enfrentam sérias dificuldades em conseguir um trabalho e ter respeito.
“A LGBTfobia está a serviço do lucro e da manutenção do desemprego estrutural. Diversas empresas não contratam pessoas LGBTQIAPN+ e é comum que, quando se assumem, jovens LGBTQIAPN+ sejam vítimas da expulsão de seus lares. Muitos locatários se recusam a firmar contrato com LGBTQIAPN+. E para quem não pode pagar ou cumprir as exigências, especialmente pessoas trans, o destino é viver na rua”, diz o programa de governo.
Mansur defende formação técnica e profissional para a população
Entre as ações específicas para esse público estão a oferta de formação técnica e profissional, campanhas de valorização do emprego trans e medidas para combater práticas discriminatórias em empresas e no setor público. O documento também prevê a adoção de cotas no serviço público e em empresas como forma de ampliar a participação dessa parcela da população no mercado de trabalho.
Segundo os dados apresentados no programa de governo, 90,9% da população está ocupada e 9,1% está desocupada. O documento cita ainda que a Bahia ocupa a terceira posição no ranking nacional de desocupação.
Candidato destacou que vai priorizar a mão de obra local baiana em obras públicas, caso seja eleito. “Nossa proposta é inverter essa lógica, vamos orientar o orçamento para a garantia do emprego local. Toda obra pública, toda compra do governo, todo contrato de serviço vai ter que comprovar a contratação prioritária de mão de obra baiana e da cadeia produtiva local”, disse Mansur.

