Marcell Moraes vive dias de inferno astral

    Processo de perda de mandato no TRE e acusação de agressão física

    O deputado Marcell Moraes (PSDB) tem sido discreto nos últimos tempos. Não é sem motivo. É estratégia. Há um processo contra ele em julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

    O Conselho Regional de Medicina Veterinária o acusou de ter feito castrações de cães e gatos irregularmente e com fins eleitorais. No início do julgamento, que se arrasta há dois meses, ele começou perdendo de 2 a 0, e na semana passada, na última vez que o caso entrou em pauta, tinha conseguido virar o placar, está ganhando de 4 a 2.

    O julgamento deve ser concluído semana que vem, e como só falta um juiz votar, na pior das hipóteses, ganharia apertado, de 4 a 3.

    Briga ruim

    Óbvio que o caso não acaba aí. O Ministério Público certamente vai recorrer ao TSE. Mas há outros ingredientes. O primeiro suplente do PSDB é Tiago Correia, que está no mandato porque Leo Prates (DEM) se afastou para tornar-se secretário de Saúde de Salvador. O segundo é Carlos Geilson, agora primeiro, que era aliado de ACM Neto e pulou para Rui Costa. Se Marcell cair, é só Leo Prates voltar. Nada muda.

    Mas após a confusão em que ele é acusado de ter agredido um primo e a mulher, se suscitou o seguinte: teria isso força para mover a Assembleia a cassá-lo por razões éticas?

    Dez entre dez deputados dizem que nenhuma. O espírito de corpo lá fala alto. Mas seja como for, no conjunto da obra, ele com a briga nada ganha. Só perde.