A ministra da Cultura, Margareth Menezes, esteve em Salvador nesta sexta-feira (16) para a oficialização do Palacete Saldanha como nova sede da Caixa Cultural. O ato contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A titular do Ministério da Cultura afirmou que o governo Lula tem realizado investimentos na capital baiana, especialmente na área cultural, como parte de uma política contínua de valorização do setor.
“Estamos investindo neste ano em várias ações, não só na Bahia, mas em todo o Brasil. Blocos afro, maracatus, escolas de samba, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, que é uma conquista do setor cultural brasileiro e que completa 35 anos. Por isso, encomendamos uma pesquisa à Fundação Getulio Vargas, com indicadores internacionais, para medir o impacto da economia criativa e dar uma resposta concreta à sociedade”, explicou a ministra.
Segundo Margareth Menezes, o governo federal tem incentivado os municípios brasileiros, por meio da Política Nacional Aldir Blanc, a reconhecerem seus ativos culturais e acreditarem em seu potencial.
“A cultura, além de empregar pessoas, interfere diretamente na vida de um bairro, na vida de alguém que nunca teve oportunidade sequer de concorrer a um edital. Essa realidade está mudando. Salvador e a Bahia têm feito um aproveitamento muito bom dessas políticas. Quero parabenizar o secretário Bruno Monteiro e dizer que queremos avançar ainda mais”, afirmou.
A ministra destacou ainda que a reconstrução do Ministério da Cultura exigiu a retomada e reformulação de políticas públicas para o setor.
“Além de reconstruir o MinC, foi necessário repensar as políticas, recuperar algumas e criar novas. Agora começamos a colher os resultados, e a sociedade passa a perceber o valor das ações que estão sendo realizadas em todo o Brasil”, celebrou.
Para Margareth Menezes, a Bahia é uma das expressões culturais que mais representam o Brasil no cenário internacional e, por isso, precisa receber apoio à altura de sua relevância.
“Estamos em um momento de reconstrução. Isso não se faz apertando um botão. É construção, é diálogo com o setor cultural, é diálogo com a sociedade. É assim que conseguimos formular políticas culturais mais assertivas”, concluiu.

