Margareth sai em defesa de Lula após fala sobre escravidão: ‘Humildade de aprender’

    "Ele pede que as pessoas que estão dentro oriente melhor as falas"

    Foto: reprodução redes sociais

    A ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a polêmica do mandatário ao comentar sobre a escravidão no Brasil, em uma viagem a Cabo Verde. Em entrevista à imprensa na manhã desta terça-feira (25), a chefe da pasta afirmou que a declaração do petista foi “mal colocada”.

    O presidente Lula é uma pessoa que eu admiro muito. Ele tem a humildade de aprender. Ele fez uma colocação que não foi dizendo a escravidão foi boa, ele agradeceu o que foi construído pelas pessoas escravizadas. O que ele falou foi isso. Foi mal colocado. O que ele vem fazendo? Ele pede que as pessoas que estão dentro oriente melhor as falas”, disse a ministra em um café da manhã com jornalistas em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. 

    “Não é possível a pessoa achar que o presidente Lula é uma pessoa racista. Vamos colocar cada coisa em seu lugar. Erros existem, eu posso cometer um erro. A partir do momento em que descontextualizam uma palavra para começar a achar que o presidente [é racista] a gente tá comprando a narrativa de quem não quer ver o país andando. O presidente Lula dá esse exemplo para todos nós”, pontuou Menezes. 

    Durante a passagem pelo continente africano, Lula agradeceu “por tudo que foi produzido durante 350 anos de escravidão”. A declaração foi dada em 19 de julho, quando o chefe do Executivo precisou fazer uma parada na região por conta do abastecimento da aeronave presidencial.

    “Errar é naturalmente humano, o mais importante é se colocar no lugar de se corrigir. Ele fez isso, é bom a gente ter um presidente que tem essa sensibilidade de poder se corrigir, aprender, ter mais letramento. Para, quando se colocar, se colocar melhor”, completou.