Marielle, fakes e redes sociais, o lixo nas trincheiras da covardia

    O lixo da rede traz lá os seus benefícios, como o caso da desembargadora Marília de Castro Neves Vieira, do TJ do Rio

    Frase da vez

    “O medo depende da imaginação, a covardia do caráter”

    Joseph Joubert, escritor francês (1754 – 1824).

    Foto: divulgação
    Foto: divulgação

     

    Jornalistas top diziam que nestes tempos de sociedades em rede, em que todos falam com todos, o ofício de garimpeiro da informação correta e precisa focada no interesse haveria de sobrebujar-se sobre o lixo da comunicação que na versão amena chamam de fofoca, mas no lado mais danoso já matou muita gente, da raiva à forca, ou o linchamento moral.

    Um erro de cálculo. Lógico que quem está atrás da boa informação sempre acha onde buscá-las. Como também é lógico que a internet potencializou fofoca, fornou um ninho de calúnias e difamações sob o manto do anonimato instalando nos nossos tempos as trincheiras da covardia midiática.

    Mas o triste mesmo é ver profissionais qualificados, pela forma do ‘produto’ nota-se, se prestando a embalar mentiras com o rótulo do bom jornalismo, as chamadas Fake News (notícias falsas).

    Como também é triste ver as pessoas repicando as fakes. Mas tirante isso, o lixo da rede traz lá os seus benefícios, como o caso da desembargadora Marília de Castro Neves Vieira (foto), do TJ do Rio, figura de quem se espera rigor na observância das informações que lhe chega, embarcar em cheio, não por engano, mas a julgar também pelas redes, para a satisfação de sua alma doentia.

    É o protótipo da podridão da alma que se desnuda. Marielle foi vítima de um brutal assassinato desfechado por profissionais do crime como tantos que ocorrem no Brasil, e é isso que deveria indignar.

    A desembargadora em apreço já disparou contra o deputado Jean Willis, dizendo ser ele ‘digno de um paredão profilático, embora não valha a bala que o mate’. Juntou as fakes com uma infeliz togada. Dá nisso, um lixo fedorento.

    Ontem ela disse que foi precipitada. Precitada? Qual nada. Apenas mostrou quem é.