Marina Silva acusa Bolsonaro de crime de responsabilidade pandêmica e sanitária

    Para a ex-ministra, Bolsonaro tenta "esconder sua profunda incompetência e irresponsabilidade"

    Foto: Divulgação

    Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar a divulgação integral dos dados epidemiológicos da Covid-19, em pedido protocolado pelos partidos Rede Sustentabilidade, PSOL e PCdoB, a presidenciável e ex-ministra, Marina Silva, criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Marina pede, inclusive, a cassação da chapa que elegeu Bolsonaro.

    Nas redes sociais, Marina Silva tem elevado o tom contra o presidente.

    “O governo Bolsonaro tenta de todas as maneiras esconder sua profunda incompetência e irresponsabilidade, querendo manipular a realidade do coronavírus no Brasil. Oculta dados e desinforma a população com números contraditórios sobre a Covid-19”, publicou em sua conta no Twitter.

    Para ela, a manipulação dos dados é uma tentativa do governo de diminuir a situação do coronavírus, que ultrapassa a marca de 700 mil infectados e 37 mil mortes. “Só confirma e escancara a tese de crime de responsabilidade pandêmica e sanitária”, afirmou.

    A Rede Sustentabilidade também protocolou, em conjunto com o PSOL, uma ação no Tribunal Superior (TSE) denunciando uma ocorrência de ilícito eleitoral. Para os partidos, a chapa formada por Bolsonaro e General Mourão obteve vantagem indevida, fruto da invasão ao grupo virtual “Mulheres Unidas contra Bolsonaro” um mês antes das eleições de 2018.

    “Há fortes indícios da provável participação ativa dos investigados, devendo ser promovida profunda apuração pelo Poder Judiciário; e há provas cabais de que, no mínimo, os investigados buscaram auferir benefício eleitoral com o episódio”, declara Marina Silva.

    A ação pede a cassação dos registros de candidatura de Bolsonaro e Mourão, além da declaração da inelegibilidade dos dois por abuso eleitoral.