Marta diz que ato alusivo ao 8/1 reafirma defesa pela democracia: O fascismo ainda está aí

    A vereadora refutou a tese de Bolsonaro, que classificou os ataques a ‘armadilha da esquerda’ e afirmou que não houve tentativa de golpe

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    Uma das presenças em ato realizado na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), nesta segunda-feira (8), para marcar o primeiro ano do ataque às sedes dos Três Poderes, a vereadora Marta Rodrigues (PT) classificou o evento como uma oportunidade de reafirmar a defesa pela democracia e refutou a tese de Jair Bolsonaro (PL) de que o 8 de janeiro de 2023 não se tratou de uma tentativa de golpe.

    “A gente tem que trazer todo esse nosso esforço, essa nossa luta na defesa da democracia. E quando a gente faz um ato desse é pra que isso nunca volte a acontecer, porque o fascismo ainda está aí rondando”, declarou a petista, citando também o discurso de ódio, a violência e as fake news como chagas vistas no ano passado que ainda devem ser combatidas. “Esse ano aqui, que marca dia 8 de janeiro, é pra gente reafirmar tudo isso e dizer que jamais nós vamos conviver com situações como essa”, pontuou a vereadora.

    Questionada sobre entrevista de Bolsonaro, na qual ele atribuiu o ataque no 8 de janeiro a uma “armadilha da esquerda” e afirmou que não existiu tentativa de subverter a ordem democrática, Marta foi enfática: “Houve, houve a tentativa de golpe e se não fosse muito célere ali o ministro da Justiça, o presidente Lula, o STF, o Ministério Público, todas as entidades que afirmam e buscam a democracia, teria ocorrido”.

    “A gente viu depredação. E quando a gente vê entrar nas instituições públicas para depredar, isso mostra um ódio também que tem à coisa pública. Pra ele não existe coisa pública, é coisa pra ele e pra família, como nós vimos o período que ele ficou na Presidência da República. Por isso que ele e a fala dele não ecoam, porque nós sabemos que foi uma tentativa de golpe, sim, e tá confirmado”, acrescentou a petista, para rebater o ex-chefe do Executivo, a quem acusa de ter usado o cargo para beneficiar a si próprio e aos familiares.

    “Os julgamentos estão aí, olha quantos já foram condenados e precisa ser célere também com os outros para mostrar que contra a democracia ninguém se assanha não, porque vai ter resposta”, concluiu a vereadora.