Marta Rodrigues aciona Justiça após fala de Renan Santos sobre chacina

    Candidato à Presidência pelo Missão defendeu operações no Bairro da Paz e no Planeta dos Macacos

    Foto: Divulgação

    A vereadora Marta Rodrigues (PT) classificou como criminosas e irresponsáveis as declarações proferidas durante um ato de campanha do MBL no bairro do Canela, em Salvador, no último domingo (27).

    Na ocasião, o presidente estadual do partido Missão, Davi Pirajá, defendeu publicamente a realização de uma “chacina” em comunidades periféricas da capital baiana, citando expressamente o Bairro da Paz e a localidade do Planeta dos Macacos, em São Cristóvão. A fala foi endossada no palanque pelo pré-candidato à Presidência da República pela legenda, Renan Santos.

    O evento, que também registrou confrontos físicos entre integrantes do MBL e apoiadores do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), motivou a parlamentar petista a pedir a atuação das autoridades judiciais para apurar a conduta dos envolvidos.

    “O que foi dito é de uma gravidade absurda. Estamos falando de uma declaração que banaliza a morte e transforma comunidades inteiras em alvo de violência. É uma fala criminosa e irresponsável, que precisa ser analisada pelas instituições de Justiça”, declarou Marta Rodrigues nesta segunda-feira (28).

    Marta Rodrigues questiona ataques

    A vereadora rebateu a estigmatização dos territórios populares e enfatizou que a segurança pública não se faz com retórica de extermínio.

    “O Bairro da Paz é formado por trabalhadores, famílias, estudantes e comerciantes. Nenhum político pode falar em chacina como se estivesse falando de um território sem pessoas. Segurança se faz com inteligência, prevenção e ação do Estado dentro da lei. Discurso de ódio não é política pública”, afirmou.

    Ao comparar o tom das declarações ao estilo do bolsonarismo, Marta defendeu que os envolvidos respondam legalmente pelo episódio. “Não se pode naturalizar ou tratar como bravata a defesa da morte de pessoas em uma comunidade. A Justiça precisa apurar e adotar as medidas cabíveis”, concluiu.