A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou que Flávio Bolsonaro representa “um perigo para todas as classes sociais, principalmente para as mulheres” e criticou posições e relações políticas associadas ao candidato.
Segundo ela, o eleitor precisa analisar as propostas e o histórico de pessoas que integram ou se relacionam com a candidatura.
Entre os pontos citados pela vereadora estão a escolha de Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice, a posição atribuída a Flávio sobre a proposta de redução da escala 6×1, críticas a programas sociais e relações políticas com pessoas apontadas em investigações criminais.
“Flávio Bolsonaro é um perigo para todas as classes sociais, porque ameaça a democracia como um todo, ameaça a lei e se coloca do lado da criminalidade. Como alguém quer ser presidente de um país com tantas mulheres e escolhe para vice uma pessoa acusada de estupro?”, afirmou.
Críticas às relações políticas
Marta também citou episódios envolvendo Flávio Bolsonaro e pessoas investigadas ou condenadas por crimes. Entre eles, mencionou a relação de uma assessora do candidato com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”, condenado pelo STF por integrar o grupo envolvido no assassinato de Marielle Franco.
“Tem ainda a relação dele com Adriano da Nóbrega, apontado pelas autoridades como integrante e liderança de grupo miliciano no Rio. Nessa campanha, ele voltou a defender a homenagem que havia concedido a Adriano, ou seja, uma homenagem a um matador”, disse.
A vereadora citou ainda a atuação de Flávio como advogado de Bruno Delaroli, policial acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos, em 2021. Segundo Marta, o episódio também passou a ser explorado durante a campanha.
“Estamos falando de uma pessoa que esteve ao lado de um policial acusado da morte de uma criança, que tem relações políticas que precisam ser explicadas e que escolheu como vice alguém acusado de estupro. Isso não pode ser escondido do eleitor. As pessoas precisam conhecer todos os lados dessa candidatura antes de decidir”, afirmou.
Marta também criticou posições que, segundo ela, são contrárias a políticas sociais e à redução da jornada de trabalho.
“A escala 6×1 não é uma discussão abstrata. É uma discussão sobre qualidade de vida e direitos trabalhistas. Quando o candidato se coloca contra a proposta que reduz essa jornada, o trabalhador precisa saber exatamente o que está sendo colocado em jogo”, declarou.
Sobre programas sociais, a vereadora defendeu a manutenção de políticas como Bolsa Família, Farmácia Popular e programas habitacionais.
“O Bolsa Família, a política habitacional, o Farmácia Popular e tantas outras políticas públicas não são favores. São conquistas. São instrumentos que garantem renda, alimentação, moradia, saúde e dignidade para milhões de brasileiros. Somente Lula para garantir essas conquistas”, afirmou.
Para Marta, o segundo turno deve ser tratado como uma escolha entre projetos políticos.
“O que está em jogo é a garantia daquilo que foi conquistado. É saber se vamos preservar direitos trabalhistas, programas sociais, políticas públicas e avanços que melhoraram a vida de milhões de brasileiros ou se vamos permitir que tudo isso seja retirado”, disse.
“O eleitor tem o direito de escolher, mas precisa conhecer o projeto, as posições, as relações e as pessoas que estão ao redor de cada candidatura”, completou.

