Massagem às Cegas: histórias de tragédias, luta e superação

    Os 14 integrantes do grupo são assim, cada um com sua história dramática, a começar pela idealizadora, Claudia Lima, que pegou uma doenças nos olhos e ficou cega

    Foto: Blog do Levi
    Foto: Blog do Levi

     

    Rodoviário de ofício a vida quase toda, nos últimos tempos na empresa Praia Grande, nove anos atrás, Moisés Santos, 46 anos, viu sua vida dar uma guinada: passando nas proximidades de uma guerra de espadas em Periperi, uma delas bateu-lhe no rosto. Perdeu a visão. E nos dois olhos. A esposa Rosana e o filho Alan, de 14 anos, viraram esteios, físico e social.

    Ricardo Leite Ferreira, 41 anos, aos 11 anos de idade perdeu a visão numa cirurgia de catarata.

    Tocando em frente

    No Massagem às Cegas, os 14 integrantes são assim, cada um com sua história dramática, a começar pela idealizadora, a professora Claudia Lima, que pegou uma doenças nos olhos e ficou cega.

    — Para mim, que passei a vida inteira contemplando o mundo, foi difícil. Até que entendi que cuidar dos outros seria uma boa saída.

    Com apoio do Gandra Terapias, do professor Carlos Gandra, Cláudia tornou-se massoterapeuta, uma atividade da área, um conjunto de massagens que tem como foco melhorar a saúde.

    E também ancorada no Centro de Apoio Pedagógico à Pessoa com Deficiência Visual, que funciona na Saúde, começou a dar aulas a amigos que se interessaram, em salas sempre às escuras, para facilitar o relaxamento.

    Semana passada eles estavam na Assembleia. Atendem em grupo ou em casa. E Cláudia diz que está tudo bem.

    — Cuidados da saúde dos outros e das nossas.