Publicado em 18/02/2020 às 21h19.

Maurício Barbosa rebate vídeo de Flávio Bolsonaro: ‘Teoria política’

Em vídeo divulgado pela SSP-BA, secretário reafirma que "não houve execução"

Redação
Foto: Tiago Cruz/bahia.ba
Foto: Tiago Cruz/bahia.ba

 

O secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, respondeu às imagens publicadas pelo senador Flávio Bolsonaro (sem partido), nesta terça-feira (18). O vídeo [ver abaixo —imagens fortes], de 21 segundos, foi postado no pelo filho do presidente no Twitter e exibe o suposto cadáver do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega.

Para Maurício Barbosa, a a atitude do filho de Jair Bolsonaro tem a intenção de “trazer algum tipo de dúvida e questionamento a um trabalho que ainda não foi concluído”. Em vídeo divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), Barbosa também cobra posicionamento da Justiça e do Ministério Público.

“Eu reforço aqui o posicionamento das instituições, a transparência com que estamos agindo e não vamos deixar que, por uma questão política ou qualquer outro interesse que esteja por trás disso, tudo venha a trazer algum tipo de questionamento prévio, sem antes termos uma conclusão da nossa investigação”, comenta, ao citar perícias que complementam o inquérito policial.

Flávio, que atribui a “perícia da Bahia” ao Partido dos Trabalhadores (PT), insinua que Adriano sofreu torturas. “Foram 7 costelas quebradas, coronhada na cabeça, queimadura com ferro quente no peito, dois tiros a queima-roupa (um na garganta de baixo p/cima e outro no tórax, que perfurou coração e pulmões”.

As afirmações também foram rebatidas por Maurício. “Vamos continuar com aquilo que começamos a fazer desde o dia do fato, o auxílio que prestamos na operação do Rio de Janeiro, agir com a máxima transparência, com a máxima intenção de ajudar as instituições, e não trazer conclusões e nem teorias políticas a um trabalho policial”, argumenta o secretário, que cita que ainda há prazo para a conclusão do inquérito.

No mesmo vídeo, o diretor do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), Mário Câmera, contesta a veracidade do vídeo e reafirma que não havia sinais de tortura no corpo do miliciano morto.

“Fomos surpreendidos com aquelas imagens, não sabemos nem se aquele corpo é realmente de Adriano, então não vamos comentar. O que posso é reiterar é que o laudo pericial foi feito por um perito especialista na área e muito experiente. E, do ponto de vista técnico, não foi foi um caso difícil”, conclui.

 

PUBLICIDADE