Frase da vez
“A educação é o grande motor do desenvolvimento pessoal. É através dela que a filha de um camponês pode se tornar uma médica, que o filho de um mineiro pode se tornar o diretor da mina, que uma criança de peões de fazenda pode se tornar o presidente de um país”
Nelson Mandela, líder sul-africano, ícone do movimento negro (1918-2013)

Quando o MEC começou a medir o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2005, a média nacional era 3,8. Hoje está em 5,3 e a pretensão é chegar a 6, em 2022.
Visto por aí, convém começar a falar com uma boa notícia: sete municípios baianos já chegaram lá – Ibitiara, o campeão, tem 6,6; Licínio de Almeida e Novo Horizonte têm 6,3; Jacaraci e Piatã, 6,1, e Caculê e Mortugaba, 6.
Beirando a média nacional, entre 5 e 5,9, há 53 outros municípios, que mostram uma evolução constante.
A grande maioria, em torno de 205, entre eles Salvador, está entre 4 e 4.9. Mas os outros 205 estão em torno da média nacional original ou abaixo, uma tristeza.
Seja como for, palmas para os nossos sete campeões. Eles merecem.
Em Salvador
ACM Neto festeja o avanço de Salvador no Ideb, divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
É positivo, com ressalvas. Para quem carregava a ridícula posição de lanterna entre as capitais, saltar para a 17ª mostra que houve trabalho no setor. Salvador tinha a média de 2,8 em 2005, pulou para 3,8 em 2007 , para 4 em 2011, manteve os 4 em 2013 e agora avança 0,7. Mas é pouco.
Pondere-se que 28 outros municípios baianos ostentam a mesma média. E que eles estão atrás de outros 92.
Os grandes
Também é pouco se comparado com os 12 municípios baianos com população acima de 150 mil habitantes. Fica atrás de Feira de Santana, Juazeiro e Teixeira de Freitas – os três com 4,9 – e empata com Camaçari.
Os piores desempenhos entre os grandes são Alagoinhas (3,9) e Jequié (3,9), ambos na média nacional de 2005.
Óbvio que nas grandes cidades a complexidade é maior, mas o show baiano, fica com os pequenos.
Ruindade administrativa
Veja como um mau governo faz mal ao povo. Em Jequié, a prefeita Tânia Brito (PP) chegou a ser afastada por evasão escolar. A média lá é 3,8, a pior entre os grandes.
Na pequena Pedrão, com 7,4 mil habitantes, o prefeito Jacob Pereira (PP) tem quatro meses que não paga aos professores
Nem pontuou. Está abaixo da crítica.

Presente de grego
Disputando a Prefeitura de Jacobina contra o prefeito Rui Macedo (PMDB), que tenta a reeleição, Amauri Teixeira (PT), ex-deputado, ganhou ontem um presente de grego:
O TCE decidiu desaprovar as contas de 2009 da diretoria geral da Secretaria de Saúde do Estado, quando ele era o titular.
De quebra, ainda pegou uma multa de R$ 3 mil.
É lenha na fogueira de Jacobina.
Furdunço em Santo Antônio
Tem furdunço forte na política de Santo Antônio de Jesus. O juiz Pedro Henrique Izidro da Silva impugnou todos os 28 candidatos a vereador da coligação “O melhor está por vir”, formada por PSB, PTB, PTdoB, PTN e PSDB.
Motivo: uma das candidatas, Marizete Sampaio (PSDB), procurou a Justiça para dizer que nunca foi filiada a partido algum e nem sabe como o nome dela foi parar lá.
O juiz entendeu como uma tentativa de enganar a Justiça.
A coligação é ligada à ala do deputado Rogério Andrade (PSD), que duela contra o prefeito Humberto Leite (PDT)
Entre os candidatos que tiveram o registro cancelado, quatro são vereadores tentando a reeleição: Albino Martins (PTN), e Tom Nogueira, Dema do Leite e Fátima do Benfica, estes três do PSD.
Eles recorreram ao TRE.
Pardal ativo
O Pardal, um aplicativo que o TRE do Espírito Santo desenvolveu (com ajuda do da Paraíba) permitindo que eleitores façam denúncias relativas à campanha, está funcionando bem na Bahia.
Até ontem, 1.156 casos, 545 (47%) de propaganda eleitoral, 214 de crimes eleitorais, com 214 (18%) e 179 (15%) de “outros”.
O TRE ainda botou propaganda na televisão estimulando a população a usar o aplicativo. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, que examina e toma providências.

Milionário oculto
Casa Nova, que já vive agitada com um apostador – que em julho acertou R$ 15 milhões na Quina e até hoje não apareceu para receber – ampliou o tititi depois que a TV Bahia fez reportagem sobre o assunto.
O novo milionário não apareceu, mas o caso já rendeu outro ganhador, o dono da lotérica, Afonsinho, que viu o movimento aumentar em mais de 30%. Lá, diz ele, todo mundo quer fazer uma fezinha.
Escritores mirins
O concurso Escritores Escolares, que premia trabalhos de alunos da rede estadual em prosa e poesia, já virou sensação entre alunos. Este ano, a participação é recorde, com 582 inscritos de 40 cidades. O primeiro lugar ganha 100 livros, o segundo 75 e o terceiro 50.

