Medeiros Neto e Caravelas travam uma guerra pela Usina Santa Maria

    Está a 14 km de Medeiros e a 140 de Caravelas, mas tecnicamente pertence a Caravelas. O conflito se instalou

    Foto: prefeitura de Caravelas
    Foto: prefeitura de Caravelas

     

    Processando sete mil toneladas de cana para produzir 500 mil litros de álcool por dia, a Usina Santa Maria, com 1.800 empregados fixos, virou alvo de uma guerra entre Medeiros Neto e Caravelas, dois municípios do extremo sul da Bahia.

    A questão: ela está a 14 km de Medeiros e a 140 de Caravelas, passando por duas outras cidades, Teixeira de Freitas e Alcobaça, mas tecnicamente pertence a Caravelas. O conflito se instalou.

    A pendenga é velha, mas pipocou ontem com todo vigor na Comissão de Divisão Territorial da Assembleia, com as partes presentes, sem acordo. Ela rende, em média, R$ 800 mil de impostos por mês.

    Fala a prefeita de Medeiros Neto, Jadna Paiva (PP):

    — A usina se instalou lá há 35 anos e todos os laços sempre foram com Medeiros. Nós estamos brigando pelo social, eles pelo dinheiro.

    Fala o prefeito de Caravelas, Sílvio Ramalho (PP):

    — Nem ela pode ceder e nem eu. Se eu ceder estou politicamente morto.

    Fala a Usina

    Marcos Lemos, diretor da Usina Santa Maria, diz que quando a indústria lá se instalou tudo foi registrado em Medeiros Neto, inclusive as terras, dadas em garantia aos bancos.

    — Nossa trajetória toda, jurídica, burocrática e social sempre foi com Medeiros.

    O deputado Osni Cardoso (PT), presidente da Comissão, disse que vai reunir PGE, TJ e Ministério Público para buscar uma solução.