Publicado em 30/04/2026 às 13h22.

‘Medo do Banco Master’ impactou na votação de Jorge Messias, diz Bacelar

O deputado federal negou que haja uma crise institucional envolvendo os três poderes

Lívia Patrícia Batista / Daniel Serrano
João Carlos Bacelar (PV) (Foto: Daniel Serrano/bahia.ba)

 

O deputado federal João Carlos Bacelar (PV) considera que “medo do Banco Master” impactou na votação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal). Bacelar foi um dos políticos presentes na entrega do Residencial Zulmira Barros, do Minha Casa, Minha Vida, em Salvador, nesta quinta-feira (30).

Em conversa com jornalistas, Bacelar afirmou que a não votação de Jorge Messias para ministro do STF foi uma derrota, mas que a bancada de aliados de Lula (PT) reduzida na Câmara definiu o resultado.

“Deputado raiz mesmo, eu acho que a gente só conta com uns 110, 115 e houve uma forte articulação do no Senado, falam no presidente pedindo votos, do presidente Davi; e também de que setores do STF interferiram. É o medo do Banco Master”, disse Bacelar.

O deputado negou que haja uma crise institucional envolvendo os três poderes, mas revelou que, devido à bancada reduzida, as articulações acabam exigindo muita negociação e muito envolvimento pessoal da presidência da República. “A população brasileira precisa casar o seu voto de presidente e de governador com representantes que sigam a mesma linha no legislativo”.

O deputado considera que, apesar da derrota, a votação de quarta-feira (29) não deve impactar nas eleições, já que, segundo ele, o eleitor comum não se preocupa com quem são os ministros do STF. “Acho que o STF perdeu um grande ministro, ministro com currículo adequado, até conservador para meu o ponto de vista, mas que seria um grande ministro. Perde pra essa articulação centrão-bolsonarismo, o que há de ruim no Brasil.”

Assim como Lídice da Mata (PSB), Bacelar também não acredita na manutenção do veto ao PL da dosimetria – que estará em análise hoje. O deputado federal acredita que a problemática da questão não está apenas no aspecto político, mas também legal.

“Derrubar esse veto significa abrir as portas da prisão para estupradores, para pedófilos, enfim, alterar o Código Penal brasileiro. É um absurdo que o bolsonarismo quer fazer. O meu voto é um voto favorável ao veto e espero que, pelo menos, nós impeçamos de que atinja o quórum necessário para a derrubada do veto, que são cerca de 257 votos.”

Lívia Patrícia Batista
Lívia Patrícia é soteropolitana e atua como repórter de Municípios no bahia.ba. Já atuou na Agência Diadorim, no BP Money, no g1 Bahia e participou da segunda turma do Focas Estadão (Curso Estadão de Jornalismo) de Saúde.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.