Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são eleitas para o Senado pelo DF

    Candidatas do Partido Liberal lideram apuração na capital federal e garantem as duas vagas

    Foto: PL/Flickr

    A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi eleita para o Senado pelo Distrito Federal no início da noite deste domingo (4), ocupando pela primeira vez um cargo eletivo. O registro da vitória ocorreu às 18h32, quando ela marcava 28,98% dos votos válidos.

    A segunda vaga ficou com a também candidata do Partido Liberal, Bia Kicis. Com 93,16% das urnas apuradas, a bolsonarista registrava 27,4% do total válido.

    Caminhada de Michelle até o Senado

    Durante a campanha, Michelle enfrentou polêmicas e demorou para confirmar sua candidatura ao Senado. Assumiu a disputa após receber a “bênção” do marido, Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar por participação em uma tentativa de golpe de Estado.

    Ao longo do período eleitoral, a ex-primeira-dama prometeu trabalhar em pautas sociais, como os direitos das mulheres e das pessoas com deficiência.

    Foto: PL Mulher/Assessoria

    Michelle também prometeu atuar em pautas caras à direita, como a libertação dos presos pelos atos de 8 de janeiro e a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente. Além disso, teceu críticas públicas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

    Antes de oficializar sua campanha, a ex-primeira-dama enfrentou turbulências ao protagonizar um atrito interno no campo conservador com o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

    O estopim ocorreu durante o período da Copa do Mundo, quando Michelle publicou um vídeo acusando o enteado de tê-la desrespeitado e maltratado em uma chamada telefônica. A divergência envolvia o apoio do PL à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará, aliança à qual Michelle se opunha, enquanto Flávio teria afirmado que a madrasta “não entendia de política”.

    A crise foi contornada após um pedido público de desculpas de Flávio e o convite para que a ex-primeira-dama integrasse a convenção nacional do partido para o lançamento de seu nome ao Palácio do Planalto. Ao longo da disputa ao Senado, Michelle consolidou sua força política no PL e teve sua imagem amplamente explorada na campanha de aliados pelo país.