Publicado em 19/07/2026 às 11h40.

Michelle Bolsonaro rejeita ser vice de Zema e mantém dúvida sobre Senado

Por meio de suas redes sociais a ex-primeira dama descartou qualquer negociação com o candidato do Novo

Redação
Foto: PL Mulher/Assessoria

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) rechaçou a possibilidade de integrar uma chapa presidencial como vice do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). A manifestação ocorreu após o político de Minas Gerais acenar publicamente para uma eventual composição entre os dois partidos na corrida pelo Palácio do Planalto.

Zema tratou do tema após participar do 10º Encontro Nacional e Encontro Estadual do Partido Novo, realizado na capital paulista. Ao detalhar as exigências para a escolha de seu companheiro de chapa, o ex-governador declarou que o critério central é que a indicação seja de uma pessoa “ficha limpa”. Questionado especificamente sobre o nome da ex-primeira-dama, desconversou: “É uma possibilidade, como outras também são”.

A reação da Executiva do PL e de Michelle foi imediata. Por meio de suas redes sociais, ela rebateu as declarações do pré-candidato do Novo e descartou qualquer negociação em andamento com a legenda.

“Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada. Segundo, estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários”, publicou Michelle, ressaltando ainda que continua “priorizando os cuidados” com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em regime de prisão domiciliar.

A ex-primeira-dama encerrou o posicionamento enfatizando que “não nenhuma possibilidade” de caminhar como vice de Zema.

Indefinição no Distrito Federal

Embora tenha rechaçado a articulação com o Novo, o futuro eleitoral de Michelle Bolsonaro permanece em aberto. Interlocutores afirmam que a ex-primeira-dama ainda não tomou uma decisão definitiva sobre concorrer ao Senado Federal, cenário que analistas políticos apontavam como o mais provável para sua estreia nas urnas.

De acordo com aliados, a decisão será compartilhada com o marido, e as chances de candidatura estão atualmente divididas em “50% para sim e 50% para não”.

O entorno político de Michelle avalia que o martelo será batido entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral para a realização das convenções partidárias.

Pelo calendário oficial, os registros definitivos de candidatura devem ser apresentados até o dia 16 de agosto, com o início oficial da campanha nas ruas autorizado para o dia seguinte.

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