Ministério da Saúde quer reduzir número de cubanos no Mais Médicos

    Objetivo é diminuir a quantidade de profissionais cubanos no programa de 11,4 mil para 7,4 mil, em um prazo de três anos

    São Paulo - O ministro interino da Saúde, o engenheiro civil Ricardo Barros, visita o Hospital das Clínicas de São Paulo. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

    O Ministério da Saúde anunciou que pretende diminuir em 35% a participação de profissionais cubanos no programa Mais Médicos, em três anos, segundo o G1. O objetivo do governo é, dentro desse prazo, reduzir o número de médicos cubanos no programa de 11,4 mil para 7,4 mil.

    “Agradecemos a disponibilidade dos cubanos em estar nos apoiando mesmo sabendo que nosso objetivo não é manter ‘ad aeternum’ essa cooperação”, declarou o ministro Ricardo Barros nesta terça-feira (20).

    O titular da Saúde disse ainda que a substituição não deve gerar mais custos para o governo porque o repasse feito à Organização Pan-americana da Saúde (Opas), responsável pelo convênio com Cuba, é o mesmo que será pago aos profissionais brasileiros. O acerto com a Opas deve durar, no mínimo, mais seis anos, de acordo com Barros.

    Existem, no total, 11.429 médicos cubanos no programa, o que equivale a 62% dos 18.240 profissionais que atuam no Mais Médicos. O índice de trabalhadores com registro médico brasileiro é de somente 29%.