Ministra promete dialogar com estados e municípios para corrigir distorções e estudar soluções

    ‘Trabalho de diálogo e construção coletiva será permanente na nossa gestão’, afirmou a ministra da Saúde durante agenda em Salvador

    Foto: Fernanda Chagas / bahia.ba

    Durante agenda em Salvador, nesta sexta-feira (19), a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que a relação republicana com estados e municípios é um pilar do governo federal, tendo sido uma das principais orientações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para sua equipe.

    “Nós ainda vivemos o efeito da pandemia no mundo, e o efeito de todas as políticas equivocadas dos últimos quatro anos. Então, por isso, o lema de união e construção é um lema absolutamente importante. Por isso também o presidente Lula, logo após aquela catástrofe do 8 de janeiro – pelo que ela mostra de ameaça à democracia -, imediatamente fez a reunião com os governadores”, declarou a ministra, atribuindo à gestão de Jair Bolsonaro (PL) prejuízos provocados pelo negacionismo político e científico.

    Segundo Nísia Trindade, o governo Lula herdou muitas demandas não atendidas pelo antecessor, a exemplo da “forma irresponsável como foi trabalhada a questão do ICMS”, que impactou em prejuízo no orçamento dos estados e municípios. “Com o presidente Lula, nós temos a reconstrução republicana também, interfederativa, que vai além da questão de quem o apoiou e quem não o apoiou”, destacou a ministra.

    “Pretendo estar muito perto dos estados e dos municípios. Portanto, eu afirmo aqui a todos, e em particular as prefeitas e prefeitos, pela reivindicação que justamente colocam, que esse trabalho de diálogo e construção coletiva será permanente na nossa gestão”, prometeu a titular do Ministério da Saúde.

    Nísia Trindade se dispôs ainda a dialogar com os demais entes federativos a respeito do piso da enfermagem, demanda apresentada nesta sexta (19) pela União dos Municípios da Bahia (UPB). “O que nós fizemos, então, foi, desde o início, a partir de um grupo de trabalho, faz uma proposta de natureza técnica para viabilizar a repartição de recursos. Foi isso que foi feito por um grupo que contou também com Ministério do Planejamento e com esse acompanhamento da Casa Civil”, explicou a ministra. “A portaria foi publicada, mas quero aqui dizer a vocês que nós temos não só abertura, mas estamos trabalhando para corrigir distorções nesse processo e ver alternativas”, garantiu.