Ministro critica fala de Flávio Bolsonaro sobre terras raras

    Alexandre Padilha afirma estar tranquilo com reconhecimento à Lula e diz que adversário “quer entregar o Brasil”

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou estar confiante no reconhecimento da população ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comentar o cenário político e os investimentos recentes na área da saúde.

    Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), Padilha destacou indicadores econômicos e sociais como fatores que devem influenciar a avaliação popular nas próximas eleições.

    “Estou tranquilo, tranquilo e ciente de que o povo da Bahia e o povo brasileiro vão reconhecer o que significa o presidente Lula nesses quatro anos. O Brasil pode ter a maior taxa de crescimento desde 2017, o maior aumento da massa salarial e crescimento do emprego. Estamos com a menor taxa de desemprego dos últimos anos”, declarou, durante agenda em Salvador nesta segunda-feira (30).

    O ministro também ressaltou ações do governo federal na saúde, citando a retomada de investimentos no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Sabe quantos anos o governo federal ficou sem comprar uma ambulância sequer para o Samu? Seis anos”, afirmou, ao comentar a entrega de novos equipamentos na capital baiana.

    Padilha ainda fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), ao mencionar declarações recentes dadas nos Estados Unidos. Sem citar diretamente o nome, ele afirmou que o parlamentar “quis anunciar que vai entregar as terras raras do Brasil” e criticou o posicionamento.

    “Ele não é candidato a presidente da República do Brasil, não. Ele é candidato a entregador oficial do Brasil para outros países”, disse.

    Ao final, reforçou que pretende permanecer no cargo até o fim do ano e afirmou que sua principal prioridade política será impedir o retorno de adversários ao comando do país.

    “A única eleição que vou disputar é não deixar aqueles que foram responsáveis pela morte de mais de 700 mil pessoas durante a Covid-19 voltarem a governar e governar a saúde deste país”, concluiu Padilha.