Ministro minimiza assédio de brasileiros na Copa: ‘Não morreu ninguém’

    Titular do Turismo, Vinicius Lummertz afirmou que "perdemos completamente a tolerância com a falha humana no Brasil"

    Brasília - O presidente da Embratur, Vinicios lummertz, dá entrevista ao programa Brasil em Pauta, nos estúdios das rádios EBC. (José Cruz/Agência Brasil)

    Os casos de assédio provocados por brasileiros na Copa do Mundo foram minimizados pelo ministro do Turismo, Vinicius Lummertz. “[A repercussão foi grande] por causa das redes sociais, não pelo fato em si. Porque não morreu ninguém, ninguém foi assassinado. Perante o mundo real, eu entendo o simbolismo, mas o simbolismo não representa nada estatisticamente”, declarou o ministro nesta terça-feira (26), em Moscou, onde participa de uma ação da Embratur.

    Para o titular do Turismo, o Brasil vive atualmente uma era de intolerância, na qual os erros das pessoas não são mais perdoados. “Aqui existe um outro nível de tolerância com a falha humana. Perdemos completamente a tolerância com a falha humana no Brasil. Nós estamos em uma era, no Brasil, em que agimos como se as pessoas fossem obrigadas todas a serem perfeitas e ninguém pudesse cometer erros, o que é uma grande mentira”, acrescentou.

    Nos vídeos, que viralizaram nas redes sociais, brasileiros pedem a mulheres estrangeiras que repitam palavras ofensivas em português. Com informações da Folha.