Ministros do STF discutem significado das ‘flechas’ de Janot

    A frase, dizem os advogados de Temer, foi um excesso do procurador-geral da República

    Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

    Durante o julgamento do pedido de suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, feito pela defesa do presidente Michel Temer (PMDB), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tentaram decifrar a mais famosa citação do chefe do Ministério Público Federal: “Enquanto houver bambu, lá vai flecha”.

    Para a defesa do presidente, o alvo das flechadas era claro: o peemedebista, por quem Janot demonstrava “inimizade capital”, e estaria, portanto, incapacitado de investigar Temer.

    A frase, dizem os advogados, foi um excesso do procurador-geral. “Flechadas… Não são expressões consentâneas com um procurador-geral”, criticou Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado de Temer.

    O STF, porém, decidiu nesta quarta-feira (13), por unanimidade, manter Janot à frente das investigações contra o presidente. Com informações da Folha.